Tem um padrão que aparece em quase todo professor de GR que não foi ginasta.
Você chega na aula preparada. Montou o planejamento, escolheu os exercícios, organizou a música. Mas na hora que sua ginasta executa o movimento e algo sai errado, bate aquela trava. Você vê que não está certo. Só não sabe exatamente o que corrigir.
Aí você faz o que a maioria faz: corrige o que consegue enxergar. O joelho. O pé. O braço. Dez correções diferentes na mesma ginasta, na mesma aula. No final, o movimento continua igual. E você vai embora com aquele nó no estômago que ninguém vê.
Isso não é falta de dedicação.
É falta de uma informação específica que nunca te deram.
Nas faculdades, a GR aparece em uma ou duas disciplinas, quando aparece. No ballet, a base é diferente. Cursos de fim de semana acabam e você não consegue aplicar tudo o que aprendeu. Em vídeos da internet ninguém explica o porquê de cada correção. Você aprende o movimento. Não aprende a ensinar o movimento.
O professor que evita certos elementos na aula porque não se sente seguro para corrigi-los.
O que leva as ginastas para competir, mas entra em pânico ao ler o Código de Pontuação.
O que sabe que suas aulas poderiam ser melhores, mas não sabe exatamente o que falta.
O que simplesmente parou de acreditar que consegue chegar ao nível de quem foi ginasta.
Todos têm algo em comum: nunca receberam um método.Receberam conhecimentos fragmentados.
E fragmento não forma professor. Fragmento forma insegurança.